– “Is it a secret?” He asked. – “No. It’s Spring!” (Mars 22nd to May 28th – 2018)

– “Is it a secret?” He asked.

– “No. It’s Spring!”

 

Maria Castel-Branco emerges from this interlude to the one season that brings through warmth and colourful blooms. Springtime is like a spring of light: the clay, the earth as a canvas for an explosion of life, colour and flowers. It is Maria’s favourite time of the year, when she feels more vigorous, inspired and happy, where one can reborn, renovate and even emancipate; hence she wanted to perpetuate the most blossomed season on her new pieces. Jars and bowls which, by default or perhaps by virtue, embody their own bouquets.

Her style, apparently simple and romantic, surprises us with contemporary splashes and strokes, emphasizing the fact that romantic is always in fashion! These fragile materials refer to the artist most sensitive side, which enhances the care and the delicacy, so often forgotten these days.

Through love and the comfort of clay, long and curious stems blossom together with generous bulbs, succulent leafs and translucent petals of as many colours as one’s need of sensibility and warmth. We all need the heat of the sun, the warmth of the light, care and dedication. So does this art expression. And that is the secret.

 

Words by Cuca Carou

 

 

– “É segredo?” Perguntou-lhe ele.

– “Não. É Primavera!”

 

Maria Castel-Branco parte deste interlúdio para a estação que abre as portas ao colorido e ao calor. É na Primavera que encontra a sua base de luz:  o barro, a terra como tela de uma explosão de vida, cor e flores.

Sendo a sua época do ano preferida – quando se sente mais viva, inspirada e feliz – acredita que é nela que há lugar para se renascer, se renovar e até emancipar. Quis assim, perpetuar a estação do ano mais florida nas suas novas peças. Jarras e taças que , por defeito ou virtude, incorporam já os seus próprios arranjos florais.

 

Num estilo aparentemente simples romântico, Maria Castel-Branco surpreende com rasgos de contemporaneidade, querendo frisar que o romântico é transversal ao tempo e está sempre na moda! A fragilidade dos materiais reportam ao lado mais sensível da artista, que dá ao cuidado e à delicadeza uma importância já por vezes esquecida.

É sobre o amor e o aconchego do barro, que brotam longas hastes curiosas, bolbos generosos, folhas suculentas e pétalas translúcidas de tantas cores quantas as da nossa sensibilidade e vontade de calor. Todos precisamos de calor do sol, de luz,  de cuidado e dedicação. Assim como esta  forma de arte. E esse, é o segredo.

Texto de Cuca Carou

 

 

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