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Maria Castel-Branco

Maria Castel-Branco nasceu em Angola em Março de 1973 e em 1975 chega a Lisboa com os seus pais e irmãos.


Cresceu entre a rigidez da disciplina e a liberdade das cores. Isto deu-lhe as ferramentas certas para poder, hoje em dia, trabalhar sozinha no seu atelier.


Fez o percurso académico típico da sua geração e mais tarde começou o seu percurso profissional no mundo da multimédia e do design gráfico. Para além dos trabalhos em agências de comunicação, imagem e publicidade, deu paralelamente aulas de trabalhos manuais a crianças da Associação de Solidariedade Social Alto Cova da Moura, como voluntária. Como hobbie semi-profissional desenhava e criava bolos personalizados que se revelavam esculturas e adivinhavam já a necessidade de uma expressão plástica e criativa.

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Decidiu pôr as mãos na massa, investir em si e aprofundar os conhecimentos nesta arte plástica e em 2014 iniciou-se na cerâmica. Teve formação durante ano e meio, no atelier Caulino. Aqui começou a desafiar as potencialidades desta arte, sem nunca mais a largar.

Com os Mestres Ricardo Lopes e Vasco Baltazar aprendeu a trabalhar com a roda de oleiro.

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Mil folhas

​No seu atelier dedica-se à criação de peças que se perpetuem, independentemente de tendências ou épocas. Gosta das imperfeições que o seu trabalho 100% manual não deixa disfarçar. Inspira-se na natureza, no dia a dia, e no que a rodeia. Dois dos seus maiores prazeres são criar peças de grande dimensão e a hora de abrir as fornadas.

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Desde 2014 que participa em várias exposições colectivas, uma das quais viajou até à China, no âmbito da 18ª Exposição de Indústria Cultural e Criativa de Hangzou.

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Em 2016 estabelece uma parceria com o Atelier de Decoração Pura Cal, para quem tem, até hoje, criado várias peças encomendadas para projectos desta equipa de decoradores e apresentado diversas exposições na loja/galeria Pura Cal, em Lisboa.

 

Em 2017, realizou a sua primeira exposição individual, na Pura Cal, “Clay Parade”. Com um conjunto de 145 soldadinhos da paz, que até hoje produz.

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Em 2018 foi convidada para fazer parte da rede de artesãos da Portugal Manual.

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Em 2019 criou uma peça comemorativa dos 23 anos da revista Caras Decoração.

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Em 2021 juntou ao seu trabalho de ceramista o desafio da aguarela, que apresentou na sua exposição #SÓQUENÃO.

 

Em 2025 regressa às exposições individuais, com “Heranças e Raízes Quadradas”, na Mad Gallery, Marvila, Lisboa.

 

Tem peças suas em vários hotéis, tais como a Herdade da Cortesia, Eurotel e Mad Retreat Hotel, na Suiça.

 

Trabalha com as decoradoras Renata Santos Machado, Lara Matos, Isabel Sá Nogueira e o Atelier Dois Tons.

 

Concilia o seu projecto de cerâmica com o trabalho no atelier do artista José de Guimarães, com quem está desde 2010.

© João Lima
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